quarta-feira, 17 de junho de 2009

Porto meu



O meu Porto tem magia

E ninguém diga que não

É uma cascata de sonhos

E não só no S. João

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O Porto à noite é delírio

Na penumbra dos sentidos

Abraça fortes e fracos

Os ricos e os mendigos

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E quando chega a manhã

E o sol espreita a brilhar

O rio corre apressado

Para dar um beijo ao mar
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

o regresso


Foi longa esta gestação de ausência.
Prometi voltar.
Aqui estou.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

em qualquer dia ...

Deitada na nudez do meu silêncio
Vivo a tristeza que tropeça nos meus proprios pensamentos

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

entrega

O amor fino não busca causa nem fruto.
E não pode haver mais fino nem mais provado amor que aquele que entrega o coração e fecha os olhos.
Entregar o coração com os olhos abertos é querer a vista por prémio de amor; entregar o coração com os olhos fechados é não querer no amor nem o prémio da vista.
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****** Padre António Vieira

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

caminhando ...

Não existe tortura maior do que a nossa própria desconfiança!
O nosso pensamento não acredita numa só palavra do que ouve.
A boca, essa, diz acreditar em tudo e o que diz ninguém contesta!
Mas o pensamento é uma arma poderosa, que destroi!
O pensamento é como o vento, veloz e geralmente frio.
É um iceberg demolidor!
É um desassossego constante!
Tenho medo de pensamentos impensados.
Transforma todas as esperanças em incertezas.
É assim a vida que se faz caminhando ...
acreditando no sentido que cada passo tem.

sábado, 16 de agosto de 2008

desiludida

A magia não aparece, a desilusão acontece ...

domingo, 10 de agosto de 2008

só para ti ... ...




Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante…
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconheceou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade.

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( Pablo Neruda)